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sábado, 17 de setembro de 2011

"I need you so much closer..."




And even not talking to you, I need your voice, I need your spectrum of presence holding me at night and saying that you love me. I'll never forget what will always be ours. I need you, even if it's not close, even if it's not here. I need your smile and your secrets. I just love you, I always loved you... And I'll love you forever. Please, don't let me go again, don't let me go as you always do... You're my past, you're my present, you're my future. I love you. I need you. I want you. Please, stay here with my heart, and love this, love me, love our love.

domingo, 10 de julho de 2011

Querida vida efêmera;

“E quando nada justifica?”

Ela é a mosca... Aquela mosca, sabe? Aquela que você prendeu com o copo de vidro na hora do almoço. Ela é aquela mosca. Observava o mundo como se o julgamento final estivesse próximo, e sabia que não iria para o melhor lugar possível. A dor de não conseguir fazer nada a atingia constantemente, principalmente por saber que eram objetivos tão ínfimos que mesmo uma criança os realizaria.

A mosca entra em desespero ao notar que não consegue sair. Tem apenas um dia... Ela tinha apenas uma vida e não conseguia quebrar suas próprias barreiras. Muito sólidas, muito altas. Passar por elas gastava a energia que nossa mosca simplesmente não tem. O pior mesmo, o pior de tudo, é saber que não é tanta a energia, é pouca... Mas ela ainda assim inexiste.

Ninguém a conhece, ninguém a entende, ninguém quer conhecê-la ou entendê-la. Estão ali, suportando-a apenas, lidando de mau-grado com ela. Provavelmente não a queriam ali. Não obstante, ela apenas deixa-se levar, o que irrita alguns.

Inconsequente demais, cansou de não ser e passou a imitar, feito um macaco. Ela virou um macaco e desde já nossa mosca estava livre. Livre para fazer o que os outros também faziam, mas isso a felicitava, pelo menos até certo ponto. Cansada também de ser macaco, queria ser humana. Mas sua condição para ser humana era voltar a ser uma mosca dentro do copo, e dentro desse copo ela observaria sem opinião, sem voz ou imagem.

Tudo o que queria era quebrar o copo de vidro, mas a força que tinha não era o suficiente, e isso a degolava metaforicamente. A dor de ser degolada sem ser realmente pode ser muito maior, pois não acaba... Não tem mesmo um início de fim. O bom é que ninguém nota, ou talvez isso seja ruim. Se ninguém nota, não a julgam, se não a julgam não há críticas ou melhoras.

E assim começa o choro sem sentido, sem razão ou propósito. Apenas um choro rasgado, entrecortado, meio estúpido e terrivelmente patético. Moscas também choram. Choro dolorido, ela imerge em seus sonhos mais intrínsecos, e deles não sai, por mais que saiba que não é eterno, não consegue largar, não consegue deixar escapar o que a faz bem mesmo que não faça verdadeiramente.  Confuso? É a vida de nossa mosca... Sempre complicando a mais simples das situações.

Talvez seja uma eterna saudosista e seus tempos de criança ainda sejam os melhores, mas a vida deixou de ser boa de repente. E agora ela estava em uma época autodestrutiva demais, onde tudo o que fazia a levava mais próxima ao fim. O que pensavam já não importava, desde que não estragasse seus pequenos planos de continuar dentro do copo. Tudo estava de pernas para o ar, ao contrário. Era incapaz de colocar suas cobertas do lado certo, pois se aquecia melhor embaixo do caos. Seu maior e mais verdadeiro amigo, caos.

O tempo não passa. O tempo não para. O tempo nunca existiu. E agora a mosca morre, dentro do copo, seu dia acabou.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Querida eu aos cinqüenta...


Como está tudo? Tenho tantas perguntas, tantas dúvidas! De fato, não sei nem por onde começar... E sei que não haverá resposta, mas quero muito que leia isso, que reflita sobre isso. Então, acho que devo começar.

Ainda estamos vivas? Tomara que sim, não é? Se não estivermos, isso que escrevo não valerá de nada... Diga-me então, amadurecemos finalmente? Ou ainda somos aquela criança que ainda acredita num amor verdadeiro? Ainda há aquelas apostas consigo mesma? É, do tipo “aah, se passar um carro vermelho agora é porque o almoço será bom”! Ainda temos isso? E aquele machucado no joelho? Não ficou nem uma cicatriz, espero... Foi uma queda muito tosca, não? Pelo menos não quebramos nada.

E financeiramente? Fizemos o que queríamos fazer? Fomos bem-sucedidas na área em questão? Não acho que seria bom fazer algo que nos desse dinheiro sem gostar disso? Vixe, estamos morrendo de fome! Pode falar, eu sei que estamos... Ou estamos tristes, descontentes com o que fazemos? Prefiro morrer de fome...  Ah! Escrevemos aquele livro? Nem que não tenha sido um best-seller, concluímos finalmente uma história? Espero que sim!

Família... Temos alguma? Tivemos um grande amor maior do que aquele outro? Ou pelo menos reencontramos esse mesmo amor? Casamos, tivemos filhos? Imagino a nós solteironas, apenas... Não é? Sozinhas, mas com aquele sorrisão no rosto! A titia maluca, talvez. Fizemos aquelas tatuagens que queríamos? E estão boas ainda? Disseram-me que aquilo ficaria nojento mais tarde... Feio, sabe? Ficou feio? 

Nossos amigos dos quinze são os mesmos dos cinqüenta? Aquele amigo em especial, aquele se drogava, fumava, bebia pra caralho, ainda está vivo? Parece meio ruim falar assim, mas tenho essa impressão. Você se lembra desse amigo, eu sei que sim. Ou não? Lembra-se então do seu praticamente irmão? Aquele que antes tinha um cabelão... Queria ser o Slash, ele dizia. Ainda falamos com ele? Eu gosto dele, não quero deixar de falar com ele... E o loirinho? Eram melhores amigos os dois. Sabemos como estão ainda? Ainda nos importamos? Ainda queremos os dois para sempre em nossas vidas? Disseram-me que as amizades mudam, que amigos vêm e vão. Mas ainda temos aquele nerd como melhor amigo, certo? Aquele que odeia as drogas, que só quer o nosso bem. Ficamos bêbadas com ele? E se sim, foram muitas as vezes que ele nos levou de volta para a casa, nos colocou no sofá e segurou nosso cabelo para vomitarmos no vaso? E aquela amiga desenhista? Ainda a temos? Ela nos xingou bastante, suponha... Chamou-nos de louca certamente. Ainda gostamos de abraçá-la e de chorar em seu ombro? Ainda a vemos como a melhor?

Quero saber mais... Nossos primos ainda são nossos irmãos? E nossa irmã ainda nos venera como antes? Deixou de ser tão chata e implicante? E nós? Deixamos de provocá-la? Mas voltando aos primos... Suponho que tenhamos saído muito com os gêmeos, certo? Fomos para altas baladas! Oras, diga que sim. E o caçula deles? Mais velho que nós alguns meses apenas. Ainda podemos contar com ele para qualquer coisa? Ele ainda lê nossos textos e nos diz que somos muito fodas? Esse, de certo, é nosso melhor amigo. Melhor que ele, nosso primo, acho que ainda não encontramos. Ou encontramos?

Como foram os dezoito, os vinte, os trinta, os quarenta? Quantas foram as decepções? Pois não só de felicidades vive uma mulher. Brigamos muito? Choramos muito? Arrependemo-nos de algo que fizemos ou, pior, que não fizemos? Deixamos muito a vida passar ou a vivemos como queríamos? Apanhamos? Fomos levadas à polícia? Fomos roubadas, maltratadas ou mesmo estupradas? Afastamos quem não devíamos ou acolhemos quem não merecia? Erramos feio e bastante? Tomara que sim... Mas aprendemos com os erros? Rimos quanto? Gargalhamos com o quê? Emocionamo-nos de que forma? Ainda se lembra do primeiro beijo? Dizem que é inesquecível... Aquele atrás da escola, sabe? Cremos na anarquia ainda? Sucumbimos ao capitalismo? Ainda rimos das patricinhas ou viramos algo parecido a elas? Pintamos o cabelo de turquesa? O que achamos da vida agora que vivemos um monte e ainda temos mais um pouco? Queremos chegar aos cem anos ou sem mais qualquer ano está de ótimo tamanho? Descobriram a cura da AIDS? Riram muito quando o mundo não acabou em 2012? Falamos “eu te avisei” para cada um que passava?

A vida passa rápido... Talvez leiamos isso aos vinte e cinco, aos trinta e dois, aos quarenta e sete, aos cinqüenta e quatro, aos sessenta e nove, aos setenta e oito... Talvez nem leiamos. Mas só tenho mais uma dúvida: aproveitamos?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fim.



“Tudo acaba rápido demais.”

O sol bateu forte contra os seus olhos, aquele sol de onze horas que te pega de surpresa, de repente está te cegando. Quanto tempo estivera ali, parada, olhando para os carros que passavam? No final não importava, ela não tinha mais nada para fazer, não havia mais nada que ela quisesse fazer. Percebeu que estava com um sorriso idiota na cara logo em seguida. Imagina que patético, provavelmente estivera com esse sorriso por mais tempo que gostaria.

A ficha ainda não caíra, ela sabia disso, mas somente disso. Ele não a amava, ele terminara com ela, ele a usara. Coitada, tão cega, tão tosca... Novamente o sorriso idiota lembrava a ela o quanto sua imaginação era fértil. Também, pudera! Passou um ano inventando um amor que de certa não valeria mais de um mês. Pois valeu cinco. Cinco meses enganosos, mas ricos de carinho. Foi triste, ela. Ele já está com outra, aquela que se fazia de amiga... Mas está certo, sempre está tudo bem. Chorou um bocado, isso já era de se esperar, mas agora não via mais o porquê chorar. Não havia motivos mais, nem mesmo sentido. Só a dor.

Levantou do banco bem mais ríspida, bem mais forte. Ou pensou que sim... Após dois passos caiu sobre os joelhos, com as duas mãos no rosto, debulhando-se de tanto chorar. Encolhida, no meio da rua, chorava como um bebê. Era tudo tão patético, a história era tão patética... Chorava de vergonha.

As emoções são fortes, elas chegam em você e te derrubam com o dedinho. Não querem saber quem é você, o que você tem ou mesmo quem mais está envolvido, simplesmente te derrubam. Não há muito o que fazer, você só espera passar. É tudo pior quando você ama. Ela amou. Nossa, e como ela amou! No início foi apenas criação da cabecinha oca dela, mas ela amou sim, e amou demais. O sentimento mais filho da puta é o amor. Ele vem, te deixa nos ares depois sai pra você cair com tudo. Ou talvez ele nem saia, mas faz a pessoa em questão sair.

Desprotegida, patética. Parecia diminuir com tudo aquilo, as pessoas a encarando e ela diminuindo. A chamariam de coitada, ela sabia que seria pior, mas não dava para segurar. Sua cabeça iria implodir daqui a pouco, pelo menos era o que parecia. Fora traída, humilhada! Mas o queria de volta, por mais que doesse admitir, ela o queria de volta. Não precisava de explicações ou lamentações, não queria palavras de piedade, ela só queria o sorriso mais lindo do mundo de volta.

“DOR! TANTA DOR!”

O coração arrancado por uma boca de ferro, uma máscara de plástico sobre seu rosto intrínseco. Passaria em dez minutos, ela sabia. Mas enquanto não passava era uma dor ínfima de significados, porém infinita de sentir. Arrancaram algo dela, algo valioso. Sua mente contida de paixão estava sendo esmigalhada por pequenos dedos de desespero. Doía tanto! O desespero tem dedinhos que crescem a garras! São garras, amor!

Louca, coitada. Tão jovem, tão louca... Deveria dar sua criatividade ao mundo, sua imaginação fértil a quem saber usá-la. Deveria não ter falado com ele na primeira vez, não tê-lo cumprimentado aquele dia... Deveria não ter sorrido com a primeira piada pervertida... Deveria tê-lo mandado tomar no cu no dia em que o mesmo a chamou de fraca... Deveria tê-lo derrubado a ele antes dele tê-la derrubado a ela.  

Levantara do chão, enxugara as lágrimas. Agora dirigia-se para casa, a fome batera e os dez minutos esgotaram-se. Estava bem e sorria, sozinha.

sábado, 4 de junho de 2011

Verdades não ditas

- Oi, meu amor, tudo bem? - Sua voz encanta, mas estraçalha.

Dor infinita da alma, terror do que não se vê, saudade do que nunca teve. Se eu morrer de corpo, tê-lo comido por vermes, talvez minha vontade o fizesse notar-me em espírito ao seu lado. Dor infinita no peito, terror do que se sente, saudade do seu carinho.

Se a complexidade que envolve a troca indireta de energias tanto boas quanto ruins, já foi analisada e vencida por nós, não entendo como ainda há tantos desafios bem menores que apresentam impossibilidade de resolução.

Já não consigo chorar, meu amor. As lágrimas se perderam na boca do estômago. Mas não se engane, vez ou outra sobem à garganta e ficam presas como um nó. Infelizmente elas voltam ao local anterior para novamente se perderem. É um ciclo, meu amor, um ciclo que dói como a falta de ar, e desespera. 

A falta de ar sentimental não mata, corrói. É pior, não é, meu bem? É tão pior... Ter sua alma corroída, torturada, mal-tratada e não poder libertá-la. Cuida de mim, querido! Cuida de mim que já não o consigo fazer sozinha, e não quero que o sofrer seja a única opção. Não quero mais esse gosto de sangue na língua. Cuida de mim! Cuida, por favor, meu amor! Estou em brasas, meu bem, meu espírito deitado em brasas...

- Tudo bem...
- O que houve?
- Nada, nada. - brasas, brasas.

Se as dores minhas
Forem dores tuas
Nossa maçã será comida inteira
Como fui comida por ti

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Insanidade Escolhida




Quantas vezes comecei a escrever isso? Quantas vezes simplesmente apaguei tudo e desisti? Nem parei para contar, não quis me dar ao trabalho... Na realidade, já nem sei o porquê de estar escrevendo, deve ser por isso que sempre apago tudo. Não importa, não importa. Creio ver uma necessidade muito grande na escrita, por mais banal e sem sentido que fique o texto.


Quero mostrar todas as minhas faces, se é que eu tenho alguma. Tenho vontade de criar poemas, sem rimas porque rimas prendem, e sem temas porque temas limitam. Meus desejos de escrever roteiros para curtas, como aquele do velho mendigo que vendia sonhos, estão cada vez mais transparentes. O problema é ficar na vontade, tentar escrever e não sair nada... 

A depressão vem e vai, vem e vai... Ela é tão martirizada pela minha inconsciência, que já nem sei se é exagero ou não. Interessante o tanto que as pessoas valorizam a insanidade, algumas chegam até a fingí-la para chamar a atenção. Mas acho que além dessa, as outras causas de minha depressão inconstante são muito inconclusivas e principalmente discutíveis. Por que falar disso? 

Li uma vez em um poema de Viviane Mosé que a vida anda passando a mão em mim. A vida anda passando a mão em tudo, mas ainda mais em mim. Ela está certa, a Viviane Mosé... O tempo anda me comendo, me mordendo, me consumindo. Na realidade, o tempo não faz mais que a obrigação ao me comer. Se quer interpretar como sexo, pode interpretar como sexo, isso desgasta. O tempo me desgasta. Por enquanto ele ainda não me olha nos olhos. Não tenho coragem de olhá-lo nos olhos também. Então nossa relação é assim, fria e distante, cansativa, dolorosa. 

Falando em relacionamentos cansativos... Para quê casar? Namore, no máximo vá morar com a pessoa, mas não entre na burocracia de casar. Eu quero me casar. Quero usar um vestido bonito, andar pela praia e ver a pessoa que escolhi para mim ali, me esperando. Mas tenho pouca idade ainda... Pouquíssima idade. Por que pensar nisso agora? Simplesmente penso, não tenho culpa. Ou talvez tenha. Isso de "não tenho culpa" é um vício mentiroso, sempre se tem culpa... Então tenho sim, tenho culpa, tenho culpa porque penso, penso porque sou humana. Tenho culpa de ser humana? Tenho culpa de ser humana. 

Filosofar me irrita, é verdade... Não sei porque ainda o faço. Aliás, eu não sei se devo. Poetas enlouquecem com facilidade por causa disso. Mas acho que poetas fingem, assim como diz Fernando Pessoa. Então a insanidade dos poetas é encenação? Eu, poetisa, enceno? Eu finjo? Finjo sim. Eu finjo a insanidade. Isso é deprimente, completamente deprimente...

domingo, 24 de outubro de 2010

Discurso de Formatura.


Boa noite a todos os presentes convidados, colegas, professores, funcionários.

Disse Saramago uma certa vez: "Nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida". E o que é que sabemos até agora? Na realidade, muito pouco, mas estamos aprendendo.

Há muitas palavras para descrever o que passamos, e ainda mais palavras para descrever o que esperamos da vida a partir de agora. O problema é proferi-las sem contradizer uma ou outra pessoa, ainda mais sabendo de todas as diferenças encontradas não somente entre os formandos, mas entre todos que estão aqui presentes. Entre os politizados e os que apenas querem curtir a vida, entre os chamados “nerds” e os “populares”. Talvez no fundo sejamos todos iguais, todos buscando viver.

Muitos dirão que a vida é feita de atos, outros dirão que a mesma é feita de palavras. Eu digo que a vida é feita de música. Todos os momentos, todas as fases. Somos partituras vivas. Partituras que ainda serão incrivelmente modificadas e nunca estarão perfeitas, mas podem muito bem ser um grande sucesso. E quem nos escreve? Quem nos modifica? Começa com a família, depois amigos, depois professores... Cada partícula da sociedade coloca uma nota diferente.

Por falar em professores... Agradeçamos a eles pelo que nos ensinaram, e também por aprenderem conosco. Talvez uns tenham marcado mais que outros, talvez uns tenham lidado melhor conosco do que outros, mas no final todos eles são pessoas que mais tarde nos lembraremos com uma sensação boa e saudosa. Mais que professores, companheiros. Mais que companheiros, amigos. Então acho que falo por todos ao dizer: obrigada por tudo, pelas experiências; pelo apoio, do fundo da alma.

Quanto aos colegas de sala, nada se compara ao paradoxo de carinho e irritabilidade existente entre nós. Sim, porque nem tudo são flores. Mas é com eles que aprendemos a lidar com cada tipo de gente existente, desde o mais introspectivo até o mais extrovertido. Construímos aqui amizades fortes, elos que decidimos serem inquebráveis. Também formamos relações de inimizade, algumas realmente sem muito sentido, outras com razões ainda discutíveis e mesmo assim estamos todos aqui, comemorando juntos.

Comemorando juntos... Afinal, qual o sentido dessa festa toda? Viemos aqui, vestimo-nos belamente, para quê? Criamos expectativas, esperamos ansiosamente pelo fim do Ensino Fundamental... Mas ainda temos três incríveis anos de escola pela frente. Não falo em tom de ironia, realmente acredito que o Ensino Médio possa ser uma das melhores fases de nossas vidas. E para aqueles que se desanimam com isso... O que são mais três anos para quem já enfrentou oito?

Para o fim desse ano tudo o que precisamos é ânimo. Ânimo para continuar vivendo, aprendendo e ensinando. Ânimo para continuar conquistando, caindo e levantando. Somos o futuro, não somos? Então por que não tornar esse futuro algo surpreendente? Cazuza diz que o tempo não pára... Se não o aproveitarmos da melhor forma possível, será difícil ser feliz.

Novamente em palavras de Saramago: "Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa somos nós". E nós, meus caros, somos responsáveis por muita coisa. Lembrando que o mundo é santo, nós que o deixamos malicioso.
Obrigada mais uma vez, e tenham uma boa noite.


(Ninna de Moura Abreu – Oradora das turmas de 9º ano do Sigma Norte de 2010.)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Babybosê Lukit (ode ao Lukito)

Tuas dúvidas meio certas,
Teus anseios em tuas letras.

Vida calma, agitada.
Complexo de paradoxos.

Em poucas palavras,
Menino mudo de muitas falas.

domingo, 19 de setembro de 2010

Olhar do desespero


Estava eu e as amigas, divertindo-nos mais do que parecia possível, em um barzinho de uma esquina qualquer. Entre gargalhadas e lembranças meus olhos se esquivaram para o restaurante ao lado, onde pude observar uma família um tanto quanto atípica. Antes de todos, eu o vi; alto e magro, traços bonitos, óculos de grau. Sentava-se à frente de uma jovem pequena e chorosa, completamente desesperada. Ao lado dela, uma senhora bonita, mas deprimida o suficiente para marcar-se em minhas lembranças mais melancólicas. Para completar o quadro um senhor de rosto memorável, no qual se percebia a indiferença para com o momento.

Encarar a cena chegava a ser constrangedor, mas prendia minha atenção de forma a não me deixar desviar o olhar. Comiam quase que em silêncio ferino, com exceção da jovem que continuava a chorar sem interrupções. Dava-me náuseas. Na verdade deixava-me saudosa de um dia específico de um ano sem outras recordações, no qual mamãe chorou em um enterro de gente desconhecida por mim. A mulher mais velha fitava o senhor com os olhos penosos, enquanto este dava mais atenção ao garfo cheio de comida.

E havia ele. Observando apenas a ele, não existia mais ninguém naquela mesa, naquele restaurante. Exalava demência, ódio e discórdia. Foi o momento mais gélido de minha vida aquele em que nossos olhos se encontraram. Por trás das lentes, puro desprezo, por trás da íris, morte. Creio que era isso... Nada mais que morte e brutalidade. Talvez o medo do rapaz passasse isso a mim, aos meus nervos. Apertava a faca de serra com toda a força que tinha, saltando-lhe as veias. Por um breve instante eu acreditei que ele fosse atacá-la.

Então chamaram-me, cutucando meu ombro. Sorri transtornada para a mais bonita de nós e levantei. Senti uma lágrima descendo minha bochecha que provavelmente estava pálida – como fora confirmado por uma outra amiga -, e fui até a mesa dos desconhecidos mais familiares que eu poderia encontrar. Coloquei minha mão no ombro dele, apertando-o, e depois fomos todas para casa. Boa sorte fora meu tom naquele toque, esperava seu controle mais que qualquer um daquela mesa. 

sábado, 18 de setembro de 2010

Olho por olho, dente por dente


Via-se de longe o casal, chamava muito a atenção. Ela não tinha mais que um e sessenta, ele não tinha menos que um e oitenta. Duas pessoas incrivelmente estranhas, atípicas. O fato de ela ter um ponto de interrogação tatuado na batata da perna direita não era nada comparado ao de ele usar um kilt de brim preto. Ela abraçava sua cintura como se abraçasse o mundo, ele tinha o braço sobre seu ombro de forma a deixar claro para todos que ela era toda sua.

Eles não tinham época, não se encontravam em década alguma. Pareciam, na verdade, alheios a qualquer medida de tempo, como se o mesmo não existisse. Nenhum dos dois levava um relógio no pulso, era dispensável. Não havia sorrisos, a exceção de quando seus olhares se encontravam. As pessoas pareciam evitá-lo, eles retribuíam o gesto. Só queriam ficar juntos e sozinhos, como se nunca tivessem feito isso.

Passando por um banco ele sentou-se, puxando-a para si. Beijou-a com tanta intensidade que parecia sugar sua alma. Não que fosse necessário, sua alma já era dele. Ela entregava-se por inteiro, agarrando seu pescoço e retribuindo tudo o que lhe era proporcionado. A relação deles parecia ser assim; olho por olho, dente por dente. Ela tinha medo do fim daqueles dias, que parecia cada vez mais próximo, e ele sabia disso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma frase...

Inove e esqueça que já se banalizou a vida.

domingo, 22 de agosto de 2010

Um tempo depois...


Sim, eu fiquei ausente por muito tempo. E não vou mentir, foi por falta de vontade e criatividade mesmo. Mas aqui estou eu, sem muitas novidades e cheia de decepções. A escola anda bem, para quem quer saber... Os amigos também, apesar de não ter mantido contato com alguns deles da forma que eu gostaria. Tenho lido alguns poucos livros, me apaixonado por José Saramago (foto) e Lygia Fagundes Telles, construído paredes ao redor de mim.


Perdi amizades significativas para mim e me vi cercada de novas pessoas maravilhosas. De qualquer forma, não há muito o que comentar. Então só uma reapresentação minha, ou melhor: uma apresentação sobre a nova eu. Soou muito idiota isso, ai que absurdo. O drama em pessoa, palavras sem sentimento, paradoxos e hipérboles... Essa sou eu.

Se você acompanha esse blog, você é único, e notará que meus textos mudaram um pouco. Se não atingiram a maturidade, logo atingirão.

Bom dia, boa tarde, boa noite.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Àquela que irá para o hospício comigo (provavelmente)

Minha grande amiga, alma gêmea nas loucuras, cúmplice em zoação. Nunca, nunquinha vou te esquecer minha gigante!

Se no computador já somos loucas, imagine quando você vier para Brasília! "Segurem as doidas!" Haha, como se pudessem u.u

Morro de rir só de lembrar de nossas conversas anormais e às vezes descontroladas. Coitados daqueles que colocamos na conversa para atormentar (Lucas que o diga), mas é tãããão divertido! Se bem que essas pessoas (Lucas again) deveriam agradecer, e sabe por quê? Porque fazemos isso porque as amamos, mesmo não sendo correspondidas (né, Lucas?) Tá, parei. -Q 

Pseudo-canibal, minha gatinha, companheira de nhanhanhês *-* Conversas constrangedoras, outras reveladoras e ainda tem aquelas que são só curtição (o que seria a maioria). 

Ainda vamos sair por esse Brasilzão, de carro, ouvindo Queen no voluma máximo, para conhecer todos os nossos amigotes happys, não vamos? =D

Faço questão de tirar uma foto na primeira vez que nos virmos. Provavelmente estarei com os olhos cheios de lágrimas, inchados e vermelhos de tanta emoção, mas nem ligo, porque será um momento fodástico da minha vida.

Talvez, quando você vier, eu já tenha meu Luke (cão, não a pessoa), um labrador amarelo (MARLEY!) e aí eu vou mostrá-lo a você *----*

Poxa, sério mesmo, quando você vier eu terei um buraquinho a menos no meu coração... Credo, meu órgão é uma peneira o.O Não sei como ele ainda funciona. 

Buddy you're a boy make a big noise
Playin' in the street gonna be a big man some day
You got mud on your face
You big disgrace
Kicking your can all over the place

Singing
We will, we will rock you
We will, we will rock you

A gente arrasa com todo mundo, amiga, dizaê! Vamos acabar com todo mundo ;D Te amo muito, viu? 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ao meu conselheiro e minha consciência não só econômica.

Você já deve saber o que estou para repetir, mas vou falar mesmo assim, porque acho muito importante.

Aaah, é... Você me chama de doida, de pirada, de maluca e eu devo concordar. Sou tudo isso e mais um pouco, se é que existe algo além disso.

Aproximei-me de você atraída pela sua perspectiva de vida, sua opinião sobre o amor e sua filosofia em geral. Fiquei entusiasmada em saber que você também tinha nascido em Brasília e desanimei ao descobrir que você só passou por volta de um ano de sua vida aqui, sem muitas chances de voltar.

Você já deve estar cheio de mim, pelo tanto que eu falo! Mas tenho, até hoje, guardado na lembrança um e-mail seu que dizia “Ah! Não vai ter mais ninguém pra falar no meu ouvido.” Eu ri e perguntei se era só para isso que eu servia e você responder: “Não, mas falar no ouvido era o essencial e agora eu perdi isso.” Tenho certeza que você não se lembra disso, porque é um desmemoriado.

Isso vai soar tão clichê, mas você foi um anjo que apareceu em minha vida. Um anjo magricela, alto, rosa e sonolento, mas um anjo.

Acho que a gente já discutiu uma vez ou outra, mas briguinhas toscas que não duraram nada. É, você não vai se lembrar de nenhuma tampouco, de tão insignificantes. Mas certamente nada mudaria o meu carinho para contigo.

Tenho vontade de chorar à noite, pensando que te ter por perto deve ser incrível. Preocupo-me com você toda vez que vejo seu nome em algum lugar (o que não é raro). E eu rio... Rio de lembrar do seu jeitinho simpático, mas às vezes amargo de ser. Rio da possibilidade de um dia vir a te encontrar. E rio de suas piadas sobre minha conta de celular (que não são poucas).

É... Você consegue animar meu dia só de me responder com uma carinha feliz e despreocupada, e isso faz de você um gênio. Isso, é o que você é, um gênio. Pelo menos escreve como um, não negue a verdade absoluta (Stephany... –n).

Eu te acho lindo... Claro que a seu modo, porque, sendo sincera, você não seria um bom modelo *morre*. E seu nariz é charme FA-LEI. Nunca vou negar que já fui afim de você (eram duas pirralhas te amando). Acho que disso você lembra, porque foi nessa época que você me deu a verdade como um tapa na cara: “Está encantada, só isso, não é amor não. Acalme-se, tudo a seu tempo”. Aham, parece minha mãe falando.

Já são uma e meia da manhã e eu poderia escrever durante a madrugada inteira, mas já está na hora de falar sobre outra pessoa.

Você nunca foi desmerecedor de um “eu te amo” e minha vontade de te abraçar aumenta consideravelmente quando você fala algo no diminutivo. Um dia eu ainda serei uma boa amiga, por enquanto eu me considero longe desse cargo, já é um esforço danado te fazer rir, imagine fazer você se abrir comigo...

Sim, ainda sonho em sermos vizinhos e termos churrasco todo fim de semana ^^