Eu lembro de tanta coisa boba e pequena que você já esqueceu.
Os acenos, os atrasos,
as demoras...
Os abraços apertados.
Lembro de tanto mimo sem motivo que você já não liga mais.
Os sorrisos, os carinhos,
as saudades...
Os arrepios.
Não sei porque que eu
não acreditei
quando me disseram
que amor não era tudo.
Agora eu fico nas memórias,
mas e quando eu esquecer que nem você?
Daí, né? Nada sobra.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Ainda não.
O nome dele soa bem aos ouvidos de quem ama.
O seu sorriso tem jeito de calmaria
constrangida.
O que foi meu mar de águas heroicas,
hoje eu já nem sei.
Ele já nem sabe...
Qual foi o último beijo?
Qual foi o último afago?
Será que a memória incomoda?
Tem dor que, anestesiada
pelo vento, se faz resistente,
insistente.
O cheiro de homem de peito aberto
aquece-me as narinas;
derrama-me em lágrimas de saudade;
beija-me a ponta do nariz
e me sorri
as lembranças.
Quem deixou
a janela
da perda
aberta?
O seu sorriso tem jeito de calmaria
constrangida.
O que foi meu mar de águas heroicas,
hoje eu já nem sei.
Ele já nem sabe...
Qual foi o último beijo?
Qual foi o último afago?
Será que a memória incomoda?
Tem dor que, anestesiada
pelo vento, se faz resistente,
insistente.
~
O cheiro de homem de peito aberto
aquece-me as narinas;
derrama-me em lágrimas de saudade;
beija-me a ponta do nariz
e me sorri
as lembranças.
~
Quem deixou
a janela
da perda
aberta?
Lembra daquele
dia que eu
bati o carro
e nossos carinhos
colidiram?
Me encara no sexo,
me beija na fala,
me sorria no até logo,
mas não fala adeus.
Ainda não.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Abandono
A doença raquítica do terror assombra a criança criadora
de tantos deuses pregadores do amor.
Minha alma carrega a tristeza de uma guerra
e seus corpos, seus gritos,
suas lágrimas de medo.
Minha alma carrega o peso das armas dos soldados do ódio
e seus olhos sangrentos, seus sorrisos culpados,
suas máscaras caídas.
Minha alma carrega a lama e a grana
daquela que parece valer mais que a vida,
a dor do que já foi doce, o rio das partidas.
e seus corpos, seus gritos,
suas lágrimas de medo.
Minha alma carrega o peso das armas dos soldados do ódio
e seus olhos sangrentos, seus sorrisos culpados,
suas máscaras caídas.
Minha alma carrega a lama e a grana
daquela que parece valer mais que a vida,
a dor do que já foi doce, o rio das partidas.
Se fosse eu aquele deus
- por que me abandonaste?" -
- por que me abandonaste?" -
de quem falam os "cidadãos de bem",
choveriam flores e velas a proteger os corações inquietos,
desolados, marejados, inundados e desamados.
choveriam flores e velas a proteger os corações inquietos,
desolados, marejados, inundados e desamados.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Dia 15.
O tempo não p a s s a e eu esqueci meu caderno em casa.
Na verdade eu esqueci de propósito para ter uma desculpa para poder ficar pensando em você.
Em você e nos seus olhos.
Em você e no seu sorriso.
Em você e na sua boca...
Macia, su a v e...
Lábios de quem pensa
em amor.
Encarar seu rosto de amante me faz bem, então perdoe-me se encaro demais.
Fito-lhe a alma por encanto.
Já nos imaginou nus em Paris hoje?
Eu te amo.
Na verdade eu esqueci de propósito para ter uma desculpa para poder ficar pensando em você.
Em você e nos seus olhos.
Em você e no seu sorriso.
Em você e na sua boca...
Macia, su a v e...
Lábios de quem pensa
em amor.
Encarar seu rosto de amante me faz bem, então perdoe-me se encaro demais.
Fito-lhe a alma por encanto.
Já nos imaginou nus em Paris hoje?
Eu te amo.
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