Condor
eu choro
e andorinhas vão
levando o verão.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Feliz aniversário, meu amor.
Querido,
Seu sorriso é um amor. E você é um príncipe. Felicidades, parabéns!
Beijos,
Sua querida.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Pretérito Imperfeito
Queria descansar um pouco mais.
Matar a desgraça própria e rir da alheia.
Queria fechar os olhos e lembrar das coisas boas.
Queria mandar na relatividade do tempo.
Fazê-lo ir mais devagar.
Devagar e sempre...
Queria esconder a cara no travesseiro só para dormir.
Queria rir.
Ter uns momentos a mais de felicidade não-retida.
Queria ser descontraída.
Beijar o céu.
Abraçar o mar.
Olhar para a lua e não dar adeus.
Queria caminhar entre pedras de desejo.
Sem me machucar.
Sem me perder.
Queria cantar para as estrelas.
Aquela valsa de Chico que tem o meu nome.
Queria não desdenhar.
Não chorar.
Não sufocar os sentimentos.
E desenhar mais.
Queria gritar.
Não me conter e berrar.
Largar em voz as dores.
Esquecer a pose.
Queria merecer.
Queria respirar a harmonia.
Correr no sol.
Mas hoje...
Hoje eu só quero paz.
domingo, 8 de setembro de 2013
Cacto
Hoje brincaram que eu sou cacto.
Ainda estou correndo, de um lado para o outro, na incerteza dos meus abraços de espinho. É que... Sei lá se são macios.
Sei lá se gostam.
Sei lá se machucam.
Às vezes me machucam, mas isso é certeza. Ainda estou falando do que não se sabe. Do que não me sei...
Não me sei de longe, nem de perto... Às vezes vendo assim da distância certa, eu até me entendo.
E aí, se sou cacto mesmo, é mais difícil dizer.
Pareço dona dos espinhos, mas eles estão apontados mais para mim que para os outros.
Ah, acho que no fim mesmo nada disso importa... Só comecei o texto porque me chamarem de cacto me pareceu poético.
Obrigada, Rodrigo, virei poesia por sua culpa.
Quero dizer, acho que conta... Não é?
Ainda estou correndo, de um lado para o outro, na incerteza dos meus abraços de espinho. É que... Sei lá se são macios.
Sei lá se gostam.
Sei lá se machucam.
Às vezes me machucam, mas isso é certeza. Ainda estou falando do que não se sabe. Do que não me sei...
Não me sei de longe, nem de perto... Às vezes vendo assim da distância certa, eu até me entendo.
E aí, se sou cacto mesmo, é mais difícil dizer.
Pareço dona dos espinhos, mas eles estão apontados mais para mim que para os outros.
Ah, acho que no fim mesmo nada disso importa... Só comecei o texto porque me chamarem de cacto me pareceu poético.
Obrigada, Rodrigo, virei poesia por sua culpa.
Quero dizer, acho que conta... Não é?
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