sábado, 5 de maio de 2012
Tenho imaginação para criar,
Raciocinar,
Criticar,
Guardar,
Levar o pensamento ao infinito...
Saber e saber que tornar-me-ei um Sábio.
Esta (imaginação) que me leva à descobrir novos universos,
Filosofar sobre tudo, enxergar uma porta (ou abrir uma) para criar,
Inovar...
Levar o mundo ao delírio com minhas ideias e ideais,
e me tacharão como LOUCO!
Este alucinado que levará o mundo ao próximo estágio.
Fazer mudar,
com ideias
Saber que fui "V" (V for Vendetta).
Ler as entre-linhas dos livros,
que me leram (-ão),
Do mundo que me fez assim:
Um critico, sábio, leitor, cara-de-pau, socialista (com um pouco de anarquia),
A frente do tempo do meu tempo.
Um dia hei de ser reconhecido,
Que minhas ideias loucas e,
com o conhecimento se tornará invencível.
A carne se vai, as ideias ficam e continuam e viram e mudam e evoluem e criam e inovam e progridem e BUM...
Sou imortal porque amo a Filosofia,
Imortal em meu conhecimento,
Mortal em minha carne,
Vivo e eterno em ideias.
Torna-me eterno tempo,
Um dia o mundo mudará,
Não somente por minha causa,
Mas pela causa de MILHÕES,
Energia de Ativação,
Serei...
Ideias, ideais...
R
E
C
S
e
r
Deixe-me c,
NINGUÉM
irá
parar-
ME!
(por Luiz Fernando Lunardelli - meu poeta particular / apaixono-me)
domingo, 29 de abril de 2012
Vou
Vou pedir o divórcio e ser do mundo.
Correr nua pela rua, dançar cantante sob a chuva.
Vou beijar quem passar e abraçar meu próprio eu.
Vou viver de vida, de som e de imagem,
transar com a luz.
Vou
so
zi
nha e
so
zi
nha e
com todos.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Felicidade - nova perspectiva
(Àquele que duvidou da minha capacidade de escrever sobre o assunto.)
Ser feliz é muito relativo, muito mesmo. Para
mim, por exemplo, a felicidade está em tirar doce de criança, e tirar homem de
mulher. Minha felicidade é criada pela emoção do errado e do repulsivo. Eu rio
na cara da morte... HAHAHA e HUHUHU na cara da morte. Gosto de quebrar vidros
de carro e sair correndo, adoro chutar o mendigo na rua. Minhas ex-namoradas
dizem que sou doente, eu digo que sou feliz.
Afinal, o que é que realmente importa? O
sentimento, ou o meio como consegui o sentimento? Ora, vamos! É aquela sensação
única subindo pelo seu esôfago, escorrendo pela sua boca numa gargalhada
deliciosa. O prazer de se fazer feliz, não importando como se fez. É bom, não
é? É bom ser feliz...
Minha felicidade, por exemplo, é linda demais.
Minha felicidade faz cócegas na minha mente e massagem no meu órgão pulsante.
Minha felicidade envolve meu estômago numa coberta quente. Eu entro em um
estado de plenitude incrível! Ah, que sensação gostosa... Chega até a
excitar-me. Aliás, outra coisa que me deixa feliz é o sexo, mas isso é normal,
né? Sexo é sujo, eu creio. Minha querida felicidade suja, aiai.
HAHAHA e HUHUHU na cara da humanidade também,
que é de onde se tira a morte. HAHAHA e HUHUHU na cara de quem julga-me doente.
HAHAHA e HUHUHU pela minha felicidade. Adoro muito isso! Adoro ser o monstro da
felicidade! Viva, viva!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Mentirosa
De tanto
fingir, passei a acreditar. Agora não sou eu mesma, minha atuação incrustou-se
em minha personalidade e minha risada dirige-se aos idiotas que me cercam. Esse
sorriso mentiroso que ocupa minha face estúpida tira-me qualquer esperança e a
dor inventada acabou por sempre tomar meu corpo ignóbil. No fim, eu sou a puta
que fecha o cortiço de madrugada e abre o convento de manhã, com a visão de que
a vida é um lixo, mas a aparência da boa vontade. O mundo é bom, o homem é
justo.
Admito
sentir falta de tragar um cigarro, a metáfora preta e suja queimando-me a
garganta, sinto falta de meu futuro câncer pulmonar. Mas não, eu não fumo. Meu
lado puramente falso recusa-se a soltar a fumaça branca pelo sorriso de
satisfação, a desculpa é que falta-lhe ar. Falta-lhe ar a porra! Falta-me
coração. O coração de espantar-me com o mendigo na rua, chorando, maltrapilho,
a cantar uma melodia franca de tristeza. Aquele mendigo, aquele mísero,
mostra-se mais verdadeiro, mais real, mais digno que eu. Ele fuma, choroso. Eu?
Nem isso. O mundo é bom, o homem que não é justo.
Talvez
nascer não tenha sido uma boa ideia afinal. De início sim, de início era uma
ótima ideia. Temos o amor de Deus ao nascer, o amor dos pais, mas então crescemos...
Eu cresci o suficiente para perguntar-me, firme, “cadê esse Deus de que tanto
me falam?”. E, bem, cadê esse Deus que me deixou mentir tanto e tão bem que nem
eu mesma desacredito-me? Deus é a enganação dentre de mim, então? Eu sou o
engano de Deus? Eu inexisto como gente. Inexisto como ‘eu’. O mundo, então, não
é tão bom.
Mas eu
sorrio ainda, em parte. E, em parte, minha felicidade mentirosa torna-se prazer
real. Estou viva em sujeira, mas pelo menos estou viva. A puta do convento
também sorri, um tanto encabulada, um pouco entalada na própria merda, mas
sorri. O mundo é bom, o homem é justo, a vida que mente.
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