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domingo, 29 de março de 2015

Um sonho de uma amiga e o exagero da realidade a partir do mesmo ou "I can't quit you, baby"

A minha vida acabou no momento em que a dele acabou. Exatamente como o rolê, que morreu junto com ele. Nosso centro acadêmico murchou, parece que fechou junto com o caixão... Ainda não entendi muito bem como aquilo aconteceu. Não entendi como ele pôde fazer isso comigo. E essas palavras ecoam na minha mente... Não. Ecoam na minha alma. 

"Como você pôde me deixar sem dizer adeus...? Eu não estou pronta... Eu não estou pronta."

Sei que ele não teve escolha, mas é que achei tão injusto! Seu colar está comigo e eu nunca gostei de perder amigos. Mas perdê-lo é outro nível de dor. Perdê-lo é como perder o chão. Não, não vou transformar isso em uma comparação... Perdê-lo é perder o chão. É quase literal, porque eu sei e todos que me conhecem sabem: estou, no momento, em uma queda de agonia infinita.

Eu me sinto infinita do jeito errado.
Baby, baby, baby, baby... Why did you have to leave me? 

domingo, 18 de janeiro de 2015

saudades

gosto das suas sobrancelhas, são bem desenhadas.
também gosto do seu nariz de traços definidos...
no entanto acho que o que me encanta em você são seus olhos.
olhos castanhos,
contornados de preto - parece delineador, meu bem.
mas acho que são os cílios.
olhos puxados.
você, quase índio,
tão bonito...

no fim, acho que sinto falta do conjunto.
do corpo, da boca, dos cabelos...

do suor.


das conversas após
nós.


acho que nunca vimos um filme juntos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

carbonato de lítio

Talvez esteja na hora de escrever sobre aquilo que me acontece. E eu falo aquilo porque não gosto de trazer o assunto para muito perto de mim... Não é isso, muito menos isto. É aquilo. Aquela sensação-buraco que me esvazia o estômago e não consigo preencher nem com séries de comédia e pipoca amanteigada. Talvez esteja na hora de abrir os olhos para aquela sensação-buraco.

I

Os pensamentos atrapalham bastante, e os sentimentos vêm com tudo num tornado de tormentos tenebrosos. E eu? Eu pareço estar
sozinha. Eu me sinto perdida, assustada, angustiada, acuada, atordoada, adestrada, castrada, covarde...
A sensação-buraco me engole por completo. A sensação-buraco me estremece, me dói os ossos. Eu sinto esse não-sei-que-frio que vem de não-sei-onde, um frio
que congela a nuca e me faz olhar para trás três vezes por minuto. O frio do pânico
de achar que a morte me persegue.

Não que eu tenha medo da morte em si...
Não tenho.
Não...
Eu tenho medo do ato de morrer. Tenho medo do sentimento de estar morrendo. Não sei
se estou preparada para deixar a sensação-buraco
pela sensação-nada.
Eu estive uma vez, mas não obtive sucesso.
E aqui estou. In-tei-ra.
Which means there’s no
“in memoriam”.
Mas os pensamentos estão ali, tentando me encorajar à covardia absoluta que é...
bem, o suicídio.

É que, na maioria das vezes, eu não aguento muito mais. Eu quebro. Eu tropeço
no chão da dor
e caio de cara
nesse nada intermediário,
nesse limbo frio no qual a morte me espreita.

Não existe isso de levantar nessas horas. Eu só deito lá,
abraço as pernas e

espero.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Esse teu medo de me amar me dá calafrios de vez em quando.

Não fica com medo não, tá?
O coração já está preso pela caixa torácica,
não prende ele nas subjetividades da vida também...
Deixa voar... Deixa-te voar comigo.
A gente acha um canto qualquer pra brincar de ser feliz.
Nem que dure um mês... Uma semana...
Nem que dure por duas horas e a gente canse.
Ou acabe deixando esse “n” para lá e case.

No fim das contas a gente está na vida pra ver se dá certo.

Que desperdício que é não tentar, né?