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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Feliz aniversário, meu amor.

Querido, 

Você ainda tem tanto passo para dar... Acho bonito. Acho bonito esse jeito torto de caminhar que você escolheu. É que seu torto, de torto mesmo tem bem pouco. Você é bem certinho sendo errado, e eu gosto de você assim. 

Querido,

Aqui está bem frio sem você, e eu sinto falta do abraço. Eu sei, eu sei, tenho que deixar de ser boba. Mas, meu bem, entenda minha dor... Não é só na pele que o frio faz efeito.

Querido, 

Aqui estou escrevendo um bilhete para você. Só queria te dar os parabéns mesmo. Parabéns por mais que só a data... Parabéns pela sua vida, que você consegue deixar linda. 

Querido, 

Muita felicidade ainda nesse chão que você segue. Para você e para mim, que não sou de ferro. Eu te desejo muitos amores, mesmo. E que você não esqueça que estou aqui, apesar de não estar tanto assim. E me desculpa por isso, está bem?

Querido,

Seu sorriso é um amor. E você é um príncipe. Felicidades, parabéns!

Beijos,
Sua querida.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pretérito Imperfeito


Queria descansar um pouco mais.
Matar a desgraça própria e rir da alheia.
Queria fechar os olhos e lembrar das coisas boas.
Queria mandar na relatividade do tempo.
Fazê-lo ir mais devagar.
Devagar e sempre...
Queria esconder a cara no travesseiro só para dormir.
Queria rir.
Ter uns momentos a mais de felicidade não-retida.
Queria ser descontraída.
Beijar o céu.
Abraçar o mar.
Olhar para a lua e não dar adeus.
Queria caminhar entre pedras de desejo.
Sem me machucar.
Sem me perder.
Queria cantar para as estrelas.
Aquela valsa de Chico que tem o meu nome.
Queria não desdenhar.
Não chorar.
Não sufocar os sentimentos.
E desenhar mais.
Queria gritar.
Não me conter e berrar.
Largar em voz as dores.
Esquecer a pose.
Queria merecer.
Queria respirar a harmonia.
Correr no sol.
Mas hoje...
Hoje eu só quero paz.

domingo, 8 de setembro de 2013

Cacto

Hoje brincaram que eu sou cacto.
Ainda estou correndo, de um lado para o outro, na incerteza dos meus abraços de espinho. É que... Sei lá se são macios.
Sei lá se gostam.
Sei lá se machucam.
Às vezes me machucam, mas isso é certeza. Ainda estou falando do que não se sabe. Do que não me sei...
Não me sei de longe, nem de perto... Às vezes vendo assim da distância certa, eu até me entendo.
E aí, se sou cacto mesmo, é mais difícil dizer.
Pareço dona dos espinhos, mas eles estão apontados mais para mim que para os outros.
Ah, acho que no fim mesmo nada disso importa... Só comecei o texto porque me chamarem de cacto me pareceu poético.
Obrigada, Rodrigo, virei poesia por sua culpa.
Quero dizer, acho que conta... Não é?

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

subindo



achei que fumar
fizesse mal
até te ver
sumindo
feito fumaça no vento
então tive certeza