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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ego do cantinho.



Pensei em escrever qualquer coisa para os outros, saiu-me nada. Resolvi falar de mim, porque amigo meu disse que sou cheia de querer atenções. Na verdade mesmo eu sou cheia de preguicinhas. Aquelas mínimas, com pão-de-queijo e café mais chocolate. Minhas preguicinhas me definem bem, eu diria. Gosto de continuar na cama por mais uma hora antes de levantar, piscando devagar, olhando pra parede, pro teto ou pras minhas coisas espalhadas no chão. Porque gosto de deixar minhas coisas todas espalhadas por aí, fica mais aconchegante quando está bagunçado. Gosto de sentar no sofá com meu amor do momento pra ficar fazendo carinho e conversando sobre os filmes que vimos ontem. Dois? “Três. Isso, isso, teve aquele curta!” E eu sorrio, já meio boba, quando minha amiga me chama pra comer pizza e falar bobagem a noite toda. Gosto de banho com água quente, e ficar lá até os dedos murcharem. Gosto de comer... Adoro comer! Muita pipoca, muito brigadeiro, muita felicidade.

Sou feita de preguicinhas boas. Gosto de um bom livro antes de dormir.

Gosto de um amor preguiçosinho também. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Nível Pet(h)it.

Vim lutar pelo meu direito de amar e ser amado.
Lutar por um amor a nível Thiago Pethit... Desses que dançam em volta da gente com sorriso na cara.
Na cara mesmo, porque gente é bicho também. 
Bicho que ama, por isso estou lutando. 
Lutando pelo meu direito de amar e ser amado. E depois de ser amado, redamarei. 
Quero um sorriso na cara, sorriso grande. E dançar em volta de alguém também.
Estou jogando às traças essa loucura de ser racional demais.
Estava na hora, não me julgue. Não me amordace, maltrate, só porque desconheço a tristeza de não amar.
O que mata é o pensar sobre.
Deixa ir, deixa estar... Deixar-se amar e levar faz bem. 
Deixar-se levar por um amor a nível Thiago Pethit.


sábado, 11 de maio de 2013

Eu te falo em 1 minuto ou menos.


Eu te amo porque você é um amor,
e cabe com sorriso e tudo no meu coração.

Eu te amo porque você me ama
nesse meu jeito bobo mesmo de ser.

Eu te amo porque você me deixou muito feliz
ao dizer todas aquelas coisinhas pequenas,
também porque me fez rir com todas aquelas
piadinhas sem pena...

Eu te amo, acima de tudo, porque gosto muito
- bem grande, do tamanho do elefante - de você.
E porque você não tem essa frescura doida (com ou sem acento no i)
de que amor é uma palavra muito forte.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Terapia da escrita automática




Tenho três horas de sono se eu for dormir agora. Mas eu não vou dormir agora... Agora eu vou escrever sobre “feel infinite” de novo. E sobre como as músicas do David Bowie me arrepiam de uma forma única. Acabei de assistir As Vantagens de Ser Invisível de novo. E eu chorei de novo. Não sei se tudo vai mudar de repente, e não sei se as coisas vão finalmente melhorar. Seria bom se eu pudesse deixar tudo para trás e começar do zero.

Não é que eu esteja cansada. Eu estou exausta. Não consigo dormir direito tem pelo menos um mês, e acho isso muito ruim. Não consigo estudar também. Isso atrapalha bastante... Não sei se vou entrar pra faculdade. Não sei nem se eu quero entrar pra faculdade. Ou se quero trabalhar um dia. Ou se quero envelhecer, e me aposentar, e sofrer porque desperdicei toda a minha vida num emprego que eu odiava. Talvez eu acabe gostando do meu emprego, não? E talvez eu me aposente e viaje. Space Oddity nos faz chorar sem nem prestarmos atenção na letra – mas pode ser que eu esteja muito sensível.

Estou pensando em assistir Christiane F. novamente (pela quinta vez). Porque me faz querer ser alguém um dia. Mas eu não consigo dormir direito tem pelo menos um mês, e acho isso terrível. Não consigo estudar também. Não consigo estudar direito há pelo menos três anos. Meu Ensino Médio inteiro passou, e eu estava de olhos fechados. Ou marejados. “She knows...” e lágrimas. Parece um drama bem besta, eu sei. É um drama bem besta mesmo. Drama de menininha de 17 anos, sofrimento inventado. Mas não é. Está tocando Heroes de novo, e só consigo pensar em como eu odeio a escola. E em como eu fiz todo o meu dever de matemática, mas não sei a matéria. Está tocando Heroes e meu sofrimento não é inventado. Eu choro todos os dias. Alguém me disse um dia que não existe isso de “tem gente muito pior do que você por aí” porque cada dor é uma dor. E o que dói em mim, não dói em você.

Não estou justificando nada. Eu só não sei mudar as coisas... Eu não sei mudar essa minha rotina comerchorarcomerchorardesmaiarcomerchorarcorrer. Não saio por aí correndo. Eu corro na minha mente, as pessoas falam comigo e eu estou nos meus vinte anos. E eu não me acho nos meus vinte anos. Queria dizer pro meu amigo do primeiro ano que tudo piora, mas eu não posso... Porque talvez – e espero que com certeza – as coisas melhorem pra ele. E queria dizer pra minha irmãzinha-adotada do primeiro ano (também) que ela tem que ser feliz de outro jeito. E eu não posso inspirá-la. Nunca poderia.

As pessoas são muito mais complicadas do que aparentam, eu sei. E eu tento me apresentar simples também... Espero conseguir. Pensei nisso agora porque não entendo. Eu nunca entendi as pessoas, eu acho. E é frustrante nunca saber o que os outros estão pensando. E isso me faz querer chorar ainda mais.

Eu costumava achar que ia me casar com meu melhor amigo, mas isso mudou agora. Eu fico incomodada ainda com essa mudança, mas tenho que me acostumar. Minha cabeça está doendo agora. Tenho menos de três horas de sono se eu for dormir agora e há duas semanas que não vejo quem me acha especial. Porque eu sou o alguém especial de uma pessoa bem mais especial que eu. Nunca vou entender, mas não ligo.

Meu livro não está pronto. Eu sinto falta dos amores, mas não de todos.